Estudo explicado

Agachamento ou cadeira extensora: cada um fez crescer uma parte diferente do quadríceps

Por Prof. Dr. João Augusto Reis de Moura CREF 007870-G/SC

Baseado em Witalo Kassiano et al., Journal of Strength and Conditioning Research, 2026 · Atualizado em 19/10/2026 · 8 min de leitura

Em 30 segundos

A perguntaPara o quadríceps crescer, agachamento e cadeira extensora dão no mesmo?

Não. Em 63 mulheres iniciantes, cada exercício fez crescer mais uma parte diferente da coxa.

  • Reto femoral (frente da coxa)Mais com a cadeira extensora+11,4% contra +2,0% perto do quadril
  • Vasto lateral perto do joelhoMais com o agachamento+18,2% contra +11,2%
  • Confiança no resultadoModerada63 mulheres iniciantes, 8 semanas
  • Reto femoral (frente da coxa): mais com a cadeira nos três pontos medidos. Perto do quadril, +11,4% contra +2,0%.
  • Vasto lateral (lado de fora): empate em cima e no meio; perto do joelho, +18,2% com agachamento contra +11,2% com cadeira.
  • Força no agachamento: 20,7 kg a mais com agachamento, 8,0 kg com cadeira. Na cadeira, empate.

O que muda no treinoEscolha o exercício pela parte da coxa que o aluno precisa desenvolver. Para a coxa toda e para agachar mais pesado, combine os dois.

Termos que vão aparecer (1 minuto)
SQ (Smith machine back squat)
grupo que treinou agachamento no Smith (barra guiada)
LE (leg extension)
grupo que treinou cadeira extensora
Reto femoral (rectus femoris (RF))
a parte do quadríceps que cruza o quadril e o joelho (biarticular): estende o joelho e flexiona o quadril
Vasto lateral (vastus lateralis (VL))
a parte externa do quadríceps; cruza só o joelho (monoarticular)
Proximal, médio e distal (proximal, middle and distal sites)
pontos a 30%, 50% e 70% da distância entre o quadril (trocânter maior) e o joelho (epicôndilo lateral): perto do quadril, no meio e perto do joelho
Espessura muscular (muscle thickness)
distância entre as camadas superficial e profunda do músculo no ultrassom; aumento = crescimento
3RM (3-repetition maximum)
a maior carga com que a pessoa faz 3 repetições com técnica correta
Falha concêntrica (momentary concentric failure)
o ponto em que, mesmo tentando, a pessoa não completa a subida da repetição
IC 95% (95% confidence interval)
intervalo de confiança de 95%: a faixa de valores compatíveis com os dados; se não cruza o zero, a diferença é considerada significativa
TE (effect size (ES))
tamanho do efeito dentro do grupo: o quanto a média mudou do pré para o pós, dividido pela variação típica entre as pessoas antes do treino
Perfil de resistência (resistance profile)
em que parte do movimento o exercício fica mais pesado para o músculo

Ficha do estudo

Título
Comparação da hipertrofia muscular e das adaptações de força induzidas pelo agachamento e pela cadeira extensora
Original: Comparison of Muscle Hypertrophy and Strength Adaptations Induced by Back Squat and Leg Extension Resistance Exercises
Autores
Witalo Kassiano, Bruna Costa, Gabriel Kunevaliki, Felipe Lisboa, Aline Prado, Luis Alves, Ian Tricoli, Natã Stavinski, Jarlisson Francsuel, Edilson S. Cyrino
Revista
Journal of Strength and Conditioning Research, 2026; volume 40, número 4, páginas 367–376
DOI
10.1519/JSC.0000000000005338
Tipo
Ensaio com sorteio entre pessoas, 2 grupos (agachamento no Smith × cadeira extensora)
Participantes
63 pessoas analisadas
Duração
8 semanas de treino
Registro
não informado no artigo

Nível de evidência

  • Tipo de estudoEnsaio com sorteio entre pessoas, 2 grupos
  • Tamanho da amostra63 mulheres (30 e 33 por grupo)
  • Duração8 semanas de treino (curta)
  • PopulaçãoMulheres jovens, iniciantes

Boa amostra e avaliadores que não sabiam o grupo; curto, só com mulheres e com dois músculos medidos.

Por que isso importa

Muita gente diz que o agachamento "faz tudo" e a cadeira extensora é só acabamento. Dois estudos anteriores, com 12 a 14 pessoas por grupo, não acharam diferença clara entre eles.

Este estudo da Universidade Estadual de Londrina teve mais que o dobro de participantes e mediu a coxa em seis pontos. A pergunta virou "melhor para qual parte".

Quem foi estudado

  • 63mulheres
  • 30 × 33agachamento × cadeira
  • 18–35anos
  • 3+meses sem musculação

Média de 22 a 23 anos, sem anabolizantes nem suplementos. Das 76 sorteadas, 63 concluíram, com presença média acima de 95%.

Esse estudo se parece com o seu aluno?

Sua aluna tem de 18 a 35 anos e está começando ou voltando depois de meses sem musculação: é o perfil estudado.

Seu aluno é homem iniciante ou passa um pouco dos 35 anos: a lógica dos exercícios deve valer, mas não foi testada.

Seu aluno treina há anos: a diferença entre os exercícios pode mudar com a experiência, então use o estudo como pista.

Seu aluno é idoso, adolescente ou está se recuperando de lesão no joelho: o estudo não serve de base direta.

Critérios para entrar e para sair do estudo

Entrada

  • Mulheres adultas, aparentemente saudáveis, de 18 a 35 anos
  • Nenhuma resposta 'sim' no questionário de prontidão para atividade física (PAR-Q)
  • Sem problema osteomioarticular que atrapalhasse o treino
  • Sem uso de esteroides anabolizantes nem de suplementos alimentares (autorrelato)
  • Sem treino de força nos 3 meses anteriores

Saída

  • Quem fez menos de 85% das sessões saiu da análise
  • Quem faltou a 3 sessões seguidas saiu da análise

Como foi feito

A linha do tempo

  1. AntesUma semana de adaptação, ultrassom da coxa e teste de 3 repetições máximas (3RM) nos dois exercícios.
  2. 8 semanas16 sessões, 2 por semana. Cada grupo fez só o seu exercício de quadríceps, mais a mesa flexora.
  3. DepoisUltrassom e testes de 3RM de novo, 72 a 120 horas após a última sessão.
  • Volume e esforço: 3 séries de 8 a 12 repetições até a falha, com 2 min de descanso.
  • Progressão: chegou a 12 repetições com folga, a carga subia de 2% a 5%.
  • Amplitude: agachamento no Smith até a coxa paralela ao chão (cerca de 110° de joelho); cadeira de 110° até a extensão completa.
  • Ritmo: cerca de 1 s na subida e 2 s na descida, sempre com supervisão.
Como mediram cada resultado

O crescimento foi medido por ultrassom na coxa direita, em três alturas entre o quadril e o joelho (30%, 50% e 70%), no reto femoral e no vasto lateral. Quem media não sabia o grupo de cada participante. A força foi medida pelo teste de 3RM nos dois exercícios, nos dois grupos.

  • Espessura muscular do reto femoral e do vasto lateral (crescimento): Ultrassom modo B (FIGLABS FP-102, sonda linear de 7,5 MHz), na coxa direita, deitada há 10 minutos, a 30%, 50% e 70% da distância entre o quadril e o joelho. Dois avaliadores sem saber o grupo. No pós-teste, a imagem do pré-teste ficava ao lado, sem a escala de profundidade, para achar o mesmo ponto.
  • Força (3RM) no agachamento e na cadeira extensora: 3 dias de teste, 48 h de intervalo, até 3 tentativas por exercício, 3 a 5 min entre tentativas e 30 min entre os exercícios. Pedia-se 4 repetições: se saíam, a carga subia de 3% a 10%; se não saíam 3, descia de 3% a 10%. Valia a maior carga com técnica correta. Os mesmos avaliadores no pré e no pós.
  • Alimentação: Registro alimentar em 3 dias (terça, quinta e sábado), na 1ª e na última semana, calculado no software Avanutri.

O que foi encontrado

Espessura em milímetros (0,22 cm = 2,2 mm) e força em kg. Toque nas barras para ver o número exato.

Palpite rápido: em qual exercício o reto femoral (frente da coxa) cresceu mais?

Na frente da coxa, a cadeira extensora fez o reto femoral crescer mais

  • Agachamento
  • Cadeira extensora
0123mm de aumento em 8 semanasReto femoral proximal, agachamento no Smith: variação de 0,50 mm (IC 95%: 0,0 a 1,0 mm)0,5Reto femoral proximal, cadeira extensora: variação de 2,20 mm (IC 95%: 1,7 a 2,7 mm)2,2Perto doquadrilReto femoral médio, agachamento no Smith: variação de 0,90 mm (IC 95%: 0,3 a 1,4 mm)0,9Reto femoral médio, cadeira extensora: variação de 2,20 mm (IC 95%: 1,8 a 2,7 mm)2,2Meioda coxaReto femoral distal, agachamento no Smith: variação de 0,70 mm (IC 95%: 0,3 a 1,1 mm)0,7Reto femoral distal, cadeira extensora: variação de 1,90 mm (IC 95%: 1,6 a 2,3 mm)1,9Perto dojoelho

A cadeira fica acima nos três pontos. Perto do quadril, o traço do agachamento toca o zero: ali, ele não fez crescer.

No lado de fora, empate em cima; perto do joelho, o agachamento venceu

  • Agachamento
  • Cadeira extensora
01234mm de aumento em 8 semanasVasto lateral proximal, agachamento no Smith: variação de 2,20 mm (IC 95%: 1,7 a 2,7 mm)2,2Vasto lateral proximal, cadeira extensora: variação de 2,00 mm (IC 95%: 1,5 a 2,5 mm)2,0Perto doquadrilVasto lateral médio, agachamento no Smith: variação de 2,40 mm (IC 95%: 1,9 a 2,8 mm)2,4Vasto lateral médio, cadeira extensora: variação de 1,80 mm (IC 95%: 1,3 a 2,2 mm)1,8Meioda coxaVasto lateral distal, agachamento no Smith: variação de 3,10 mm (IC 95%: 2,6 a 3,6 mm)3,1Vasto lateral distal, cadeira extensora: variação de 2,10 mm (IC 95%: 1,6 a 2,6 mm)2,1Perto dojoelho

Em cima e no meio, as barras quase se igualam. Perto do joelho, o agachamento abre vantagem.

Mapa da coxa: onde cada exercício fez crescer

Vasto laterallado de foraReto femoralfrente da coxaquadriljoelhoCadeira+1,8 mmCadeira+1,4 mmCadeira+1,2 mmParecidoperto do quadrilParecidono meioAgach.+1,0 mm

Reto femoral, perto do quadril (30% da coxa)Agachamento: +0,5 mm (+2,0%) · Cadeira extensora: +2,2 mm (+11,4%)Diferença firme: 1,8 mm a mais com cadeira extensora (IC 95%: 1,1 a 2,4 mm; p < 0,001).

Toque num ponto para ver os números. Desenho ilustrativo da coxa direita, a única medida; os pontos e os números são do estudo (mudança média em 8 semanas).

Palpite rápido: quem treinou só cadeira extensora ficou mais forte no agachamento?

Força: o agachamento rendeu mais no agachamento; na cadeira, empate

  • Agachamento
  • Cadeira extensora
0102030kg ganhos no 3RM em 8 semanas3RM no agachamento, agachamento no Smith: variação de 20,70 kg (IC 95%: 17,8 a 23,6 kg)20,73RM no agachamento, cadeira extensora: variação de 8,00 kg (IC 95%: 5,3 a 10,7 kg)8,0Teste noagachamento3RM na cadeira, agachamento no Smith: variação de 11,20 kg (IC 95%: 9,1 a 13,3 kg)11,23RM na cadeira, cadeira extensora: variação de 10,90 kg (IC 95%: 9,0 a 12,9 kg)10,9Teste nacadeira

No agachamento, quem agachou ganhou mais que o dobro. Na cadeira, empate.

Quatro diferenças firmes: três da cadeira, uma do agachamento

Reto femoral, perto do quadrilCadeira vs. agachamento1,8
Reto femoral, meioCadeira vs. agachamento1,4
Reto femoral, perto do joelhoCadeira vs. agachamento1,2
Vasto lateral, perto do quadrilCadeira vs. agachamento−0,1
Vasto lateral, meioCadeira vs. agachamento−0,5
Vasto lateral, perto do joelhoCadeira vs. agachamento−1,0

Valores em mm. O ponto é a diferença média; o traço é o intervalo de confiança de 95%. Ponto cheio: o traço não cruza o zero (diferença significativa). Ponto vazado: cruza o zero.

Acima de zero, vantagem da cadeira; abaixo, do agachamento. No vasto lateral do meio, o traço encosta no zero: sinal fraco.

Gráficos redesenhados a partir dos dados de Kassiano et al., 2026. O traço fino é o intervalo de confiança de 95% (a faixa provável da mudança média).

Ver os números em tabela
Médias antes (pré) e depois (pós) do treino, ± desvio-padrão
ResultadoAgach. préAgach. pósCadeira préCadeira pós
Reto femoral proximal (cm)2,20 ± 0,332,24 ± 0,292,10 ± 0,302,32 ± 0,31
Reto femoral médio (cm)1,83 ± 0,341,93 ± 0,311,91 ± 0,332,13 ± 0,30
Reto femoral distal (cm)1,16 ± 0,391,24 ± 0,361,22 ± 0,351,40 ± 0,34
Vasto lateral proximal (cm)2,35 ± 0,402,57 ± 0,432,40 ± 0,402,60 ± 0,40
Vasto lateral médio (cm)2,23 ± 0,372,47 ± 0,392,30 ± 0,362,48 ± 0,33
Vasto lateral distal (cm)1,86 ± 0,492,17 ± 0,501,98 ± 0,352,19 ± 0,35
3RM no agachamento (kg)45,2 ± 12,166,4 ± 16,842,3 ± 11,750,9 ± 9,7
3RM na cadeira extensora (kg)59,2 ± 16,369,7 ± 14,653,2 ± 14,264,0 ± 13,2
Diferença entre as condições (na unidade do artigo), com intervalo de confiança de 95%
ResultadoComparaçãoDiferençaIC 95%p
Reto femoral proximal (cm)Cadeira vs. agachamento0,180,11 a 0,24< 0,001
Reto femoral médio (cm)Cadeira vs. agachamento0,140,08 a 0,20< 0,001
Reto femoral distal (cm)Cadeira vs. agachamento0,120,08 a 0,17< 0,001
Vasto lateral proximal (cm)Cadeira vs. agachamento−0,01−0,07 a 0,040,665
Vasto lateral médio (cm)Cadeira vs. agachamento−0,05−0,11 a 0,000,062
Vasto lateral distal (cm)Cadeira vs. agachamento−0,10−0,16 a −0,030,003
3RM no agachamento (kg)Agachamento vs. cadeira12,79,2 a 16,1< 0,001
3RM na cadeira extensora (kg)Agachamento vs. cadeira0,2−2,2 a 2,70,824

Como interpretar

Tamanho do efeito: quão grande é a diferença?

O tamanho do efeito (effect size) compara a mudança com a variação normal entre as pessoas: 0,2 é pequeno, 0,5 é médio e 0,8, grande.

No reto femoral perto do quadril: 0,70 com a cadeira, 0,13 com o agachamento. No vasto lateral perto do joelho: 0,74 com agachamento, 0,50 com cadeira.

Evidência: quão seguros estamos?

O intervalo de confiança de 95% (95% confidence interval) é a faixa provável da diferença. Se não cruza o zero, ela é considerada firme.

Firmes: os três pontos do reto femoral e o vasto lateral perto do joelho. O do meio encosta no zero (p = 0,062).

As vantagens são de 1 a 2 mm em 8 semanas; os autores não sabem se isso pesa na prática. O que o estudo mostra com segurança é a direção: cada exercício puxa o crescimento para uma parte da coxa.

Quanto confiar

Moderada; baixa no vasto lateral distal (avaliação da equipe do Treino em FOCO)

Pontos fortes

  • Sorteio dos grupos e amostra maior que a dos estudos anteriores.
  • Quem fazia o ultrassom não sabia o grupo de cada participante.
  • Treino supervisionado, presença acima de 95% e alimentação igual entre os grupos.

Limitações apontadas pelos autores

  • A atividade física do dia a dia não foi medida, embora as participantes tenham sido orientadas a não fazer exercício extra.
  • As diferenças entre grupos ficaram entre 0,10 e 0,18 cm; passam do erro da medida, mas não se sabe se fazem diferença na prática.
  • A espessura muscular mede uma dimensão só; área de secção transversa ou volume seriam mais completos.
  • Cadeira com came variável, agachamento livre ou frontal podem dar outros resultados.
  • Só mulheres jovens destreinadas: cuidado ao aplicar a outras populações.

Limitações que identificamos

  • Só o reto femoral e o vasto lateral foram medidos. Vasto medial, vasto intermédio e glúteos ficaram de fora, então o estudo não diz qual exercício faz o quadríceps inteiro crescer mais.

O que o estudo NÃO responde

  • Se vale para homens, idosos ou pessoas já treinadas.
  • Se fazer agachamento e cadeira extensora juntos soma os efeitos.
  • Se agachamento livre ou mais profundo dá o mesmo resultado.
  • Se alguns milímetros mudam desempenho ou estética.

Na prática

Escolha o perfil do seu aluno. A etiqueta diz o quanto o estudo sustenta cada recomendação.

Perfil do aluno
  • Apoiado diretamente pelo estudo

    Para a frente da coxa, inclua a cadeira extensora: só com agachamento, o reto femoral perto do quadril quase não mudou.

    Mesmo perfil da amostra; diferença firme nos três pontos.

  • Apoiado diretamente pelo estudo

    Para agachar mais pesado, mantenha o agachamento: a cadeira sozinha rendeu 8,0 kg contra 20,7 kg.

  • Extrapolação razoável

    Para a coxa toda, combine os dois na semana: a cadeira puxa o reto femoral; o agachamento, o vasto lateral perto do joelho.

    Sugestão dos autores; cada grupo fez um exercício só, e a combinação não foi testada.

  • Hipótese de aplicação

    Agachamento livre ou mais profundo pode mudar esse quadro; escolha a variação pela técnica e pelo joelho da aluna.

    O estudo usou só o Smith, até a coxa paralela ao chão.

  • Extrapolação razoável

    Espere a mesma direção: cadeira para o reto femoral, agachamento para a força no agachamento.

    Só mulheres participaram. A explicação dos autores é mecânica (como o reto femoral trabalha em cada exercício) e deve valer para homens, mas não foi testada.

  • Hipótese de aplicação

    A cadeira provavelmente continua útil para a frente da coxa, mas o tamanho da vantagem é desconhecido.

    O estudo foi feito com iniciantes, que crescem com quase qualquer estímulo.

  • Extrapolação razoável

    Se o aluno só agacha e a frente da coxa ficou para trás, a cadeira extensora é um bom primeiro ajuste.

    Segue o achado principal, mas em outro perfil de aluno.

Teste rápido

1 de 5 Qual parte do quadríceps cresceu mais com a cadeira extensora?

2 de 5 Por que, para os autores, o agachamento trabalha pouco o reto femoral?

3 de 5 Onde o agachamento fez o músculo crescer mais que a cadeira?

4 de 5 Sua aluna quer agachar mais pesado. O que o estudo apoia?

5 de 5 Quem só agachou ganhou força na cadeira extensora?

Perguntas frequentes

Agachamento ou cadeira extensora: qual é melhor para hipertrofia do quadríceps?

Depende da parte. Neste estudo, a cadeira extensora fez o reto femoral (frente da coxa) crescer mais, e o agachamento, o vasto lateral perto do joelho. Os autores sugerem usar os dois para o quadríceps como um todo.

Só agachamento é suficiente para desenvolver o quadríceps do aluno?

Para o vasto lateral, o agachamento foi tão bom ou melhor que a cadeira. Mas o reto femoral perto do quadril quase não cresceu com ele (+2,0%, sem aumento significativo). Se a frente da coxa é prioridade, vale incluir a cadeira extensora.

A cadeira extensora aumenta a força no agachamento?

Aumenta, mas pouco: 8,0 kg em 8 semanas, contra 20,7 kg de quem treinou agachamento. Para o aluno agachar mais pesado, o próprio agachamento precisa estar no treino.

Referência completa

Kassiano W, Costa B, Kunevaliki G, Lisboa F, Prado A, Alves L, Tricoli I, Stavinski N, Francsuel J, Cyrino ES. Comparison of Muscle Hypertrophy and Strength Adaptations Induced by Back Squat and Leg Extension Resistance Exercises. Journal of Strength and Conditioning Research. 2026;40(4):367–376. doi:10.1519/JSC.0000000000005338.

Ler o artigo original (DOI)

Texto e explicações produzidos pelo Treino em FOCO; os gráficos foram desenhados do zero a partir dos números publicados. O artigo original é protegido por direitos autorais da National Strength and Conditioning Association; nenhum trecho, figura ou tabela dele foi reproduzido aqui. Este conteúdo é educativo e não substitui a leitura do artigo.

Prof. Dr. João Augusto Reis de Moura

Prof. Dr. João Augusto Reis de Moura CREF 007870-G/SC
Prof. Dr. João Moura tem mais de 30 anos de trajetória na Educação Física e mais de 20 anos no ensino superior. No Treino em FOCO Play, ensina Personal Trainers a transformar a ciência do treinamento em decisões práticas e seguras.

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